Quando você se aceita, as coisas começam a acontecer

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Lendo Osho, no livro “A Nova Alquimia“, deparei-me com a frase: “...quando você se
aceita, muitas coisas começam a acontecer.” E diversas reflexão surgiram, dentre elas a mais intensa: o que é autoaceitação?

E então, cheguei à conclusão de que é muito difícil se aceitar. Alegrar-se simplesmente por se o que é. Com defeitos, qualidades, seja lá como for. É quase uma utopia.

A gente vê aos montes pessoas infladas de ego, numa autoaceitação disfarçada de vaidade. Outras, totalmente despidas de amor próprio, criticando a si mesmo o tempo todo, abandonadas por si e consequentemente pelos outros.

Poucas são as pessoas que verdadeiramente se aceitam. Eu, inclusive, tenho lá meus problemas de aceitação. Você, de certo, talvez.

Afinal, quem não se incomoda com os defeitos que tem? Com a aparência, a falta de disso ou o excesso daquilo? Acho que nós perdemos mais tempo reparando nessas coisas do que no que de fato importa: que somos assim mesmo.

E se a gente não parar de se odiar e simplesmente aceitar esse feio, torto e “diferente do que os outros gostariam que fosse” vamos ser muito, muito infelizes; e por muito tempo.

Ainda no livro, Osho alertou para a necessidade de uma vida sem ambição, que é essa necessidade que nós temos de ser alguma coisa que não somos. Ou de ter algo que não é nosso.

Nesse contexto a ambição é tão perversa quando a entrada em um inferno. Porque quando pautamos nossa existência na necessidade de sempre ter mais, ser mais e o pior, ser como fulano ou beltrano, estamos aprisionados no sofrimento e em uma tensão.

A não-ambição nos ajuda a nos aceitarmos como somos e a viver no aqui e no agora. Ela nos ajuda a deixar de tatear o passado e se projetar no futuro. Osho diz mais: “A ambição é a fonte de todas as misérias. E quem busca a espiritualidade, deve deixar de ambicionar.

E então, você pode me dizer que a ambição é necessária, pois impulsiona o indivíduo ao progresso, a ser alguma coisa. Será? Talvez essa seja uma “verdade” colocada por uma sociedade que incentiva as pessoas a realizar seus desejos custe o que custar.

A sacrificar a si mesmo, a família, a correr de um lado para o outro… que nos diz desde pequenos que o sucesso é o que mais importa e que ele só se conquista com esforço.

Se você acredita nisso e deseja ardentemente ser alguma coisa na vida, é porque está disposto a ser realmente alguma coisa. Mas, esteja certo: essa “alguma coisa” não é você.

Será que vale a pena estar nesse mundo com infinitas possibilidades de crescimento e ser apenas “alguma coisa na vida”?

O caminho da simplicidade é o caminho da felicidade. Nós podemos ter tudo e ainda assim não abrir mão de sermos nós mesmos. Podemos ter tudo sem precisar ambicionar nada.

Essa é a diferença de quem aceita a si mesmo e de quem decidiu fechar os olhos para seu verdadeiro EU e criar um personagem para representar sua peça teatral.

Aceite-se e viva sem tensão, sem a necessidade de agradar seja quem for. Quando você se aceita vive em paz, porque você não precisa provar nada para ninguém. Simplesmente se aceite, porque o Pai nos aceita como somos.

Muita luz para todos nós!